26 Julho, 2007

A vida segue abaixo do Zeppelin

Tenho que escrever como nunca escrevi. Concentrar forças e desatar os caminhos dessa teia teórica que me enfiei. Mas é nessas horas que a dispersão vem. A fome faz roncar as entranhas que me empurram para a cozinha. O sono faz arder a retina enquanto os olhos querem entender as últimas linhas digitadas na tela. O frio arranca minha pele, mas, mesmo assim, os músculos comandam os pequenos ossos que digitam desordenadamente a superfície bege do teclado. Todo o corpo parece querer desistir. Em seu auxílio, a vida lá fora me chama na forma de alegres passarinhos que nem mesmo o inverno impede de cantar no parapeito da sacada.

Nesse momento, o frio é meu pior inimigo.

Se E o Vento Levou fosse filmado no Rio Grande do Sul, com certeza, na cena final (abraçada num edredom) Scarlett gritaria: Eu nunca mais sentirei frio!

Estas linhas já foram sinal da tentativa de rendição que o levante de órgãos e tecidos querem impor sobre mim. Mas a determinação não faz prisioneiros nem tem misericórdia. Terão de me pôr inconsciente sobre uma maca ou continuarei aqui até a última célula!

Que a dissertação seja nossa glória ou nossa lápide!

... Mais um breve surto... E voltemos para a dissertação.

3 Comentários:

Anonymous Babi disse...

Como acabo de te dizer, devemos aprender com as sábias palavras do presidente da Infraero neste difícil momento:

"O importante não é o pepino, é saber lidar com o pepino. Saber cortar, cozinhar e ter inteligência e calma para trabalhar o pepino".

Amém.

7:04 PM  
Blogger Carol disse...

hehehehehe...

"Eu nunca mais sentirei frio!"

muito boa!!

bjs,

3:27 PM  
Blogger ~*Vica*~ disse...

Eu espero nunca mais sentir frio, também. Ainda bem que de vez em quando te dá um surto e tu nos brinda com mais um bom texto. Bjs

9:16 PM  

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