18 Dezembro, 2006

Só passando (reeditado)

Passei pra dizer Nada
como quem passa sem atenção
Olhando pros lados
Calado e pensando em tudo
Cheguei sem pedir nada
mas querendo muito
Saí sem levar nada
mas dizendo tudo
Passei pra falar Nada
e já disse muito

13 Dezembro, 2006

Farrapos (reeditado)

Te vejo através de um rubro caco
Turvo e opaco
Que sobrou de meus antigos amores

Sou o remendo desse corpo frágil
Tantas vezes rasgado
Zombado por todas as cores

Mesmo depois de tanto laço
Caminho envolto em teimosas fibras
Sou fruto de minhas dores

12 Dezembro, 2006

Pra tu (reeditado)

Gosto de ti porque tu é errada
Quando tu és certa, não

Gosto de ti quando tu pula a janela
Se adentras a porta, não

Tu morde minha boca,
tu olha meus olhos,
mas vives com medo do fim

Tu é a Pessoa mais linda
e será sempre a primeira pra mim

10 Dezembro, 2006

Sozinho (reeditado)

Só e pequeno.
Solitário, frágil ao extremo.
Abandonado, minúsculo.

És menos que o vazio
entre os corpos da avenida.

Nem mesmo o ar te perdoa,
roubando até os últimos suspiros
do teu medíocre Ser.

Desamparado insignificante,
saudoso, amado,
Sozinho.

09 Dezembro, 2006

Em defesa da loucura (reeditado)

Nenhuma narrativa seria capaz de dar conta da tua luz. Nem o mais hábil retratista pode representar a tua aura. Só entende tua beleza aquele que a teve exposta aos olhos nus e, despido da razão, sentiu teu calor num abraço sem fim. Só em tua presença pode-se entender o irracional encantamento do Estar vivo.

Só quem sabe sorrir e se entregar aos teus caprichos é que, de fato, conhece os sabores do teu mundo.

O que seria do Amor e das Paixões se não fosse tu, minha doce Loucura.

"Definir-me seria dar-me limites, e minha força não conhece nenhum."
Erasmo de Rotterdan, Elogio da Loucura.

Especial de Natal

Mais um ano chegando ao fim. Teria muitas idéias para digitalizar aqui, e ainda pretendo escrevê-las. Mas os compromissos acadêmicos apertaram nesse último mês. Motivo esse que me fez adiantar a retrospectiva de final de ano. Vou reeditar alguns textos que fiz em 2006. Afinal, “recordar é viver”.

Se conseguir escrever algo novo publico aqui.